Ébola, um vírus que se alimenta da miséria

Outubro 15th, 2014

Não tem cura, mas é possível ser combatido e controlado, como foram os surtos no passado. Na Guiné-Conacri, na Libéria e na Serra Leoa o vírus do ébola está fora do controlo, mas a reunião de dia 1 de Agosto com a Organização Mundial de Saúde e os governos poderá ajudar a inverter a situação.

Ao contrário do rio Ébola, a aldeia Yambuku não aparece no Google Maps. Mas poderia estar lá, no norte da República Democrática do Congo. Aliás, poderia ser este nome a aterrorizar organizações de saúde, governos e, principalmente, as populações da Guiné-Conacri, da Serra Leoa e da Libéria, onde o pior surto de sempre do vírus do Ébola deflagrou, com 485 mortes confirmadas. A doença surgiu pela primeira vez em Yambuku, em 1976, quando o território se chamava Zaire. O seu nome não se tornou famoso por sensibilidade e bom senso.
Peter Piot, o cientista belga que primeiro descobriu o vírus numa amostra vinda daquela aldeia, enviada para o Instituto de Medicina Tropical de Antuérpia, na Bélgica, e que de seguida voou para o Zaire para lutar e exterminar o surto original, que matou 300 pessoas, explicou à BBC News esta questão: “Não quisemos dar à doença o nome da aldeia, Yambuku, por ser tão estigmatizante.” Na altura com 27 anos, o virologista e a equipa olharam para uma alternativa, procuraram o rio mais perto da região, e lá estava o Ébola. ebola-virus

Desde aí, os mais de 20 surtos que aconteceram nas décadas seguintes e mataram 1323 pessoas manifestaram-se quase sempre na África Central, nunca ganharam a dimensão do que se passa agora na África Ocidental, onde o atraso, a falta de organização estatal e o estigma estão a falar mais alto. “Não nos devemos esquecer que esta é uma doença de pobreza, de sistemas de saúde disfuncionais e da desconfiança”, defendeu Peter Piot, que hoje é director da London School of Hygiene and Tropical Medicine, no Reino Unido.

O vírus do ébola causa febres hemorrágicas. Sem haver nenhum medicamento ou vacina, o viros infecta as células endoteliais dos vasos sanguíneos e linfáticos, além de infectar outros órgãos. Entre o segundo e o vigésimo primeiro dia de contágio, aparece a febre, a fraqueza e dores. As hemorragias, que vêm depois, são fruto do colapso dos órgãos e dos vasos.

Nesta fase a doença é especialmente infecciosa, quando os vírus inundam o sangue e as secreções e outra pessoa pode entrar em contacto com estes fluídos. O ébola é muito mais controlável do que os vírus da gripe que são transmissíveis pelo ar. No entanto, quem contrai a doença, tem um alto risco de morrer. Os médicos tentam controlar a progressão da infecção baixando a febre, mantendo o doente hidratado e tratando infecções secundárias.

O surto actual terá começado no final de 2013 na Guiné Conacri, junto da região fronteiriça com a Libéria e com a Serra Leoa. Mas só este ano, em Março, os casos começaram a disparar. A doença acabou por alastrar para a Libéria e para a Serra Leoa. Um viajante norte-americano que estava na Libéria, onde contraiu a doença, acabou por morrer na Nigéria. Um médico norte-americano que contraiu a doença chegou ontem aos Estados Unidos onde vai ser tratado num hospital em Atlanta.

Até agora, há 485 mortes confirmadas e 909 infectados, mas segundo o relatório da Organização Mundial de Saúde (OMS) de 31 de Julho, estima-se que haja 729 mortes causadas pelo ébola e 1323 pessoas infectadas com o vírus. Continua a haver novas transmissões, o surto não está controlado.

“O vírus do ébola apareceu em países em que nunca tinha aparecido, não havia nenhuma capacidade de resposta”, diz ao PÚBLICO Jaime Nina, médico e clínico do Hospital Egas Moniz, especialista em infecções tropicais, e professor no Instituto de Higiene e Medicina Tropical. “São países que além de serem paupérrimo têm partes que são controladas por guerrilheiros.”

Os relatos dão conta de instalações de saúde com poucos meios que trabalham num contexto dificílimo. As comunidades apanhadas pelo vírus estão isoladas, desconfiam da medicina ocidental, optam por recorrer à medicina local e a práticas ritualísticas. Muitas vezes, acham que a doença foi uma invenção dos brancos e associam a entrada nos centros de saúde à morte certa.

Jaime Nina aponta que no mais pobre dos três países, a Guiné Conacri, a incapacidade de combater o ébola é ainda maior e isso reflecte-se na fatalidade desta doença. A mortalidade é de 73,7% na Guiné Conacri, enquanto na Libéria é de 47,4% e na Serra Leoa é de 43,7% (casos estimados e confirmados).

Na sexta-feira, da reunião entre Margaret Chan, directora-geral da OMS, com os presidentes dos três países, saiu um sinal positivo. “Os presidentes reconhecem a natureza séria do surto de Ébola nos seus países”, disse Margaret Chan após a reunião, citada pela agência Reuters. “Os presidentes estão determinados a fazerem medidas extraordinárias para trava o ébola nos seus países.”

Nicolau Ferreira (Público), 03/08/2014

ÉBOLA: Vírus mortal

Outubro 7th, 2014

Mais de 200 pessoas morreram vítimas de um subtipo altamente contagioso do vírus Ebola na Guiné, tornando este um dos surtos mais letais da doença, informou a Organização Mundial da Saúde. Videográfico sobre o Ebola.

A África Ocidental mobiliza-se, contra a propagação do vírus ébola.
A Guiné-Conakry é o país mais afetado pela febre hemorrágica que, desde Janeiro, matou 86 pessoas, das 137 infetadas.
Quarenta e cinco desses casos foram confirmados, como vítimas do virus ébola, altamente contagioso e frequentemente fatal.
A ONG Médicos sem Fronteiras, muito ativa na Guiné, fala de uma epidemia sem precedentes.
“Estamos a enfrentar uma epidemia numa escala nunca vista, especialmente, se repararmos, no número de casos em diferentes regiões”., diz Michel van Herp, dos Médicos sem Fronteiras.
Não há nenhum tratamento específico contra o vírus ébola. O paciente apresenta uma febre hemorrágica severa. Em 90 por cento dos casos, a hemorragia é interna e externa e a morte torna-se inevitável.
Os primeiros sintomas, incluem a febre alta, dor de cabeça e fraqueza. Um quadro parecido com o paludismo.
Michel van Herp diz que esta estirpe é a mais agressiva:
“Estamos perante a estirpe mais agressiva do ébola, que tem origem no Zaire. É uma estirpe que, estatiscamente, mata mais de noventa pessoas em 100 infetados”
Descoberto em 1976, na República Democrática do Congo, antigo Zaire, o ébola espalhou-se, depois, pela Libéria, Serra Leoa e Mali.
Adotou o nome do rio congolês, Ébola. Transmite-se através do contacto direto com sangue, fluidos biológicos ou tecidos de indivíduos infetados, humanos ou animais, vivos ou mortos.
O professor Jean-Jacques Muyembe diz que os morcegos são os principais transmissores:
“Pensamos que os grandes morcegos que comem frutas são os portadores principais do vírus, mas ainda temos de confirmar isto. A única maneira de lutar contra o ébola é através da higiene, cortando a cadeia de transmissão, ou seja, detetar a doença rapidamente e isolar as pessoas infectadas”
O professor Muyembe insiste na urgência de encontrar uma vacina contra o ébola, um vírus que se espalha e mata mais rapidamente que HIV.

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Os 10 Vírus e Bactérias Mortais

Outubro 7th, 2014

Neste óptimo vídeo conhecerá 10 dos milhares de vírus mortais que existem e também saberá como esses parasitas se infiltram dentro de nossos corpos.

2014 / 2015

Outubro 7th, 2014

Eis um Novo Ano Lectivo…

Com 2014/2015 “no ar”, o Clube de Saúde Escolar da Escola Secundária José Régio de Vila do Conde manterá a sua actividade bem como este espaço de partilha, informação e divulgação continuará o seu caminho.

Aproveita-se este momento para agradecer reconhecidamente o dedicado trabalho (de vários anos lectivos) da docente Maria do Rosário Valença que entretanto abandonou o clube e receber com toda a “Saúde” os novos elementos – Professora Ana Cunha (coordenadora) e Rosário Lisboa.

Ao trabalho.

Continuem a contar connosco e com o nosso/VOSSO blogue.

Pequeno Almoço Saudável – IMAGENS

Maio 29th, 2014

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Hummm, que SABOR!… – IMAGENS

Maio 22nd, 2014

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Semana Cultural 2014 – IMAGENS

Maio 22nd, 2014

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Shereen El Feki: Uma pequena história sobre sexo e sensualidade

Maio 15th, 2014

“Se quisermos conhecer realmente um povo, começamos por espreitar dentro dos seus quartos,” diz Shereen El Feki, que viajou pelo Médio Oriente, durante cinco anos, onde falou com as pessoas sobre sexo. Apesar dessas conversas refletirem normas rígidas e uma profunda repressão, El Feki também descobriu que o conservadorismo sexual no mundo árabe é uma coisa relativamente recente. Ela questiona-se: será que o ressurgimento de um diálogo público poderia levar a vidas sexuais mais satisfatórias e seguras?

Dádiva de Sangue – 20 DÚVIDAS

Abril 22nd, 2014

1 Nunca ninguém me pediu para dar sangue. Considere-se convidado desde já. Esse convite silencioso não é formal, é real: é-lhe dirigido por todas as crianças e adultos que carecem de sangue ou dos seus componentes, pelas vítimas de acidentes de trabalho ou rodoviários, por todos aqueles que aguardam disponibilidade de sangue para serem operados e que, por isso, ocupam uma cama que muitos precisariam de utilizar.

2 O meu sangue não deve prestar porque já tive várias doenças. A sua dúvida deverá ser esclarecida junta do seu médico assistente. Mas, mais simplesmente, pode oferecer-se para dar sangue, pois será submetido a um exame clínico, no decurso do qual o médico lhe aconselhará a atitude correcta, sempre pensando na preservação da sua saúde e bem-estar. Confie nos serviços de sangue e nos seus médicos.

Poster Promoção3 O sangue faz-me falta. Num adulto normal existem entre 5 e 6 litros de sangue. Uma pessoa saudável pode dar sangue regularmente, sem que esse facto prejudique a sua saúde.

4 O meu tipo sanguíneo não é o que faz mais falta. Todos os tipos de sangue são necessários, mesmo aqueles que são mais raros. Basta que se lembre que você mesmo pode precisar de sangue. Se todas as pessoas, com um grupo sanguíneo igual ao seu, pensassem como você…

5 Francamente, tenho medo de dar sangue. Uma grande parte das pessoas sente isso, quando vão dar sangue pela primeira vez. Mas logo depois, perdem o receio e a dádiva de sangue torna-se natural e simples. Observe o à-vontade e descontracção das pessoas que regularmente vão dar sangue e tire as suas conclusões.

6 Ainda não tenho idade para dar sangue. Qualquer pessoa saudável, com idade compreendida entre os 18 e os 65 anos podem dar sangue sem qualquer problema.

7 Peso pouco. Qualquer pessoa com peso superior a 50 kg pode dar sangue. Confie, nesse e noutros aspectos, no critério experimentado e seguro do especialista que lhe vai fazer o exame clínico, no serviço de sangue a que se dirigir.

8 Já dei sangue este ano. Fez bem, mas pode repetir a dádiva sem qualquer inconveniente para a sua saúde e bem-estar. Qualquer pessoa pode dar sangue várias vezes por ano (os homens de 3 em 3 meses e as mulheres de 4 em 4 meses). Esta informação tem uma base científica segura e recolhe uma vasta experiência de muitos anos, abarcando milhões de dádivas em todas as partes do mundo.

9 Dei o meu sangue benevolamente, mas penso que o venderam ao doente. A venda ou comercialização do sangue está proibida por lei. Apenas poderão ser cobradas as despesas relativas ao processamento do sangue, isto é, os custos de material e exames laboratoriais necessários à preparação do sangue, para que este possa ser transfundido com a maior segurança.

10 Receio sentir-me enfraquecido se der sangue. Apenas lhe são colhidos cerca de 450 mililitros de sangue. As proteínas e as células sanguíneas existentes neste volume são rapidamente repostas em circulação pelo organismo. Momentos após a dádiva de sangue, qualquer pessoa pode voltar á sua ocupação normal. Contudo, algumas actividades como por exemplo, pilotos de aviões, mergulhadores, não devem ser exercidas nas horas seguintes à dádiva.

11 Já há muita gente que dá sangue. É verdade, mas a procura de sangue, componentes e derivados não cessa de aumentar, graças aos progressos da ciência médica e à crescente extensão dos benefícios de uma assistência que se pretende de melhor qualidade, a um número cada vez maior de pessoas. As necessidades terapêuticas dos doentes exigem cada vez mais dadores, isto é, pessoas em boas condições de saúde e com hábitos de vida saudáveis, como você.

12 Nunca imaginei que o meu sangue fosse necessário. Claro que é. A cada minuto é necessário sangue nos hospitais do nosso país. Decida-se desde já!

13 Não sabia como ou onde dar sangue. Muito facilmente: dirija-se ao Centro Regional de Sangue do Porto, ou ao Hospital mais próximo. A sua visita será sempre bem recebida e terá todas as informações que desejar.

14 Não tenho tempo. Se por um instante pensar no bem que fez com a sua dádiva de sangue, rapidamente concluirá que essa não é boa razão: verá que não está tão ocupado como julga.

15 Receio que me recusem como dador. Se for saudável nada há como experimentar. Aliás, pode ficar suspenso por múltiplas razões. No caso de isso acontecer temporariamente, volte quando o médico lho indicar.

16 Fui pressionado a dar sangue mas não estou disposto a fazê-lo outra vez. Ninguém é obrigado a dar sangue. A dádiva de sangue é um acto livre e voluntário de pessoas de bem, habituadas a pensar nos outros. Não esqueça, no entanto, que muita gente precisa do sangue que só você pode dar, porque é saudável

17 Se eu precisar de sangue, recorro a um serviço privado, e pago todas as despesas. Você pode dispor do dinheiro mais do que suficiente, para pagar todo o sangue do mundo. Mas nunca deverá esquecer que o dinheiro não se pode transfundir. Mesmo neste caso alguém terá cedido um pouco do seu sangue para você poder dele beneficiar. Sem sangue, de nada servirá o seu dinheiro. Aliás, o sangue deve estar à espera do doente e não o contrário, para que tudo funcione bem e sem riscos.

18 O meu sangue não presta. Uma amostra do seu sangue será analisada. Se for detectada alguma alteração, terá conhecimento disso e será informado sobre medidas a tomar.

19 Causa-me transtorno dar sangue. Pode escolher o dia e hora que mais lhe convier. No Centro Regional de Sangue do Porto pode dar sangue todos os dias de 2ª a Sábados das 8h às 20h. Com os exames prévios e a dádiva em si, o tempo dispendido em média é de 30 minutos. No entanto, se de todo lhe for impossível, contacte-nos. Poderemos ir ao seu local de trabalho, particularmente se quiser colaborar connosco, divulgando esta ideia e motivar alguns colegas de trabalho a dar também sangue.

20 Só dou sangue se alguém precisar dele. Esse alguém pode ser um familiar seu muito querido, num momento em que você nem sequer é conhecedor do que se está a passar! Aliás, em situações de catástrofe, geralmente não falta o sangue. As carências reais – essas sim, muitas vezes dramáticas mas sem espectacularidade – são prementes, são o dia a dia dos serviços de sangue. Na verdade, algo está mal, se é o doente que está à espera do sangue e não o sangue à espera do doente.

Dádiva de Sangue – 24 Abril 2014 (9:00-12:00 Horas)

Abril 22nd, 2014

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