A osteoporose é uma doença ligada ao metabolismo dos ossos (osteometabólica) em que ocorre uma diminuição da massa óssea, e leva a uma menor resistência, os tornam mais sensíveis e vulneráveis às fraturas. Os locais mais atingidos pela doença são as vértebras, o fêmur e o punho.
Segundo pesquisas, aproximadamente 10 milhões de brasileiros sofrem com a doença, sendo que as mulheres são as mais atingidas. O hormônio estrogênio (maior quantidade em mulheres) explica essa situação, ele mantém o balanceamento entre a perda e o ganho de massa óssea. Uma a cada quatro mulheres com mais de 50 anos possuem a doença.
1) Quais os sintomas da osteoporose?
A osteoporose não acontece de uma hora para outra, ela é progressiva, ou seja, ela é adquirida gradualmente e em muitos casos é de difícil diagnóstico, já que é uma fratura óssea e que não apresenta muitos sintomas aparentes.
O que pode prenunciar da doença são as fortes dores nas costas e a gradual diminuição da estatura, o que pode representar alguma fratura vertebral.
2) Quais são as causas da osteoporose?
Existem dois tipos da doença, a primária ou fisiológica e a secundária. A primeira forma pode ser causada por uma alta reabsorção óssea, o que gera uma atividade osteoclástica alta e a diminuição do cálcio (caso de menopausa precoce) ou por uma reabsorção óssea aumentada, o que diminui a atividade osteoclástica e causa uma não evolução do metabolismo ósseo (frequente em mulheres e homens idosos). Nesse primeiro tipo há também a incidência de casos em que a genética é uma grande influenciadora.
A forma secundária é causada, na maioria das vezes, por doenças. As enfermidades causadoras estão ligadas à baixa absorção de cálcio, as diminuições no nível de estrogênio, a perda de massa musculare baixa absorção da vitamina D. Doenças relacionadas ao sistema endócrino como: tireoidopatias, hipogonadismo, hipopituitarismo, síndrome de Cushing, diabetes e hiperparatireoidismo são alguns exemplos que podem causar a osteoporose.
3) Quais são os tratamentos para a osteoporose?
Hábitos para uma alimentação rica em cálcio e em vitamina D podem ajudar no atraso da doença e devem ser adquiridos desde a infância. Os tratamentos usados na osteoporose estão ligados à diminuição da dor, ao retardamento da doença e ao fortalecimento dos ossos, já que ela não tem cura.
A fisioterapia é uma ótima ajuda para quem tem a doença, ela fortalece os músculos e as articulações além de servir como estímulo para a formação óssea. A dança e a caminhada são também bastante recomendadas aos portadores da doença, que podem diminuir a perda de minerais, além de aumentar o fortalecimento dos ossos, evitando maiores dores e lesões mais graves.
A osteoporose ocorre mais nas mulheres depois da menopausa e nas pessoas idosas. As fracturas provocadas pela osteoporose podem ocorrer em qualquer osso, mas são mais frequentes nas vértebras, na anca e no punho. A osteoporose é uma doença silenciosa, que durante muito tempo pode não dar sintomas. Por vezes as fracturas podem até acontecer sem que você saiba (por ex. as fracturas vertebrais).
AS BOAS NOTÍCIAS
Nunca é cedo demais para prevenir. A osteoporose pode ser prevenida. O objectivo é conseguir ossos fortes enquanto somos novos e perder pouco osso quando começamos a envelhecer. O que fazer? Ter um estilo de vida saudável, com alimentação rica em cálcio e vitamina D e praticando exercício físico regularmente. No caso de ter alguma doença (por ex. artrite reumatóide) ou estar a fazer algum medicamento (por ex. corticosteróides) informe-se sobre o que tem a fazer para evitar perder osso.
Nunca é tarde demais para tratar A osteoporose pode ser tratada. O principal objectivo é reduzir as fracturas.
O que fazer? Tome a medicação para a osteoporose de acordo com as indicações do seu médico. Mantenha um estilo de vida saudável (alimentação e exercício), reduza o risco de queda na sua casa e faça todas as actividades de vida diária de uma forma segura.
Informação: Associação Nacional contra a Osteoporose
Com 2017/2018 “no ar”, o Clube de Saúde Escolar da Escola Secundária José Régio de Vila do Conde manterá a sua actividade bem como este espaço de partilha, informação e divulgação continuará o seu caminho.
Aproveita-se este momento para agradecer reconhecidamente o dedicado trabalho dos diversos anteriores Coordenadores do Clube de Saúde Escolar – Pedro Gregório, J. Pedro Martins, Rosário Valença, Ana Cunha, Maria Manuela Vilarinho, Rosário Lisboa, Luísa Brito – e receber com toda a “Saúde” a nova responsável/ccordenadora – Professora Andreia Silva.
Ao trabalho.
Continuem a contar connosco e com o nosso/VOSSO blogue.
Cientistas do MIT analisaram espirros humanos em laboratório e chegaram a um número surpreendente. Vários, aliás. (in, www.jornalissimo.com | 18.01.2017)
Que distância imaginas que as gotículas de um espirro conseguem alcançar? Poucos centímetros? Um metro? Vários metros?
Esta é uma questão que, desde há dois anos, não precisa de palpites, já que tem resposta científica, graças a um estudo desenvolvido em Boston, pelos investigadores do ‘Bourouiba Group’, do Massachusetts Institute of Technology (MIT).
Este grupo estuda a relação entre a dinâmica de fluídos e a epidemiologia, com o objetivo de perceber os mecanismos físicos que estão por trás da transmissão de agentes patogénicos. Serve-se, para isso, de observação direta, experiências e modelos matemáticos.
Atendendo ao resultado do estudo, ficamos elucidados sobre a importância de pôr um lenço ou o cotovelo à frente quando tossimos ou espirramos.
É muito mais do que uma questão de boa educação. O gesto evita que partículas contaminadas saídas da nossa boca se transmitam a terceiros.
Vamos lá então saber as conclusões dos investigadores. As gotículas que projetamos pelo ar – especialmente as mais pequenas – superam uma distância de 70 centímetros em menos de um segundo (sendo que podem chegar a alcançar seis metros!).
Para chegar a estes números, o grupo do MIT pediu a duas pessoas que esquecessem a etiqueta e espirrassem sem cerimónia várias dezenas de vezes e registaram as imagens em vídeo (podes vê-las no final deste artigo).
Os dados, publicados no ‘Journal of Fluids Mechanics’ mostram como os espirros são poderosos veículos de agentes patogénicos, isto é, de doenças. Um espirro sem mão a bloquear a difusão de gotículas consegue contaminar facilmente toda uma sala.
Mais assustador ainda. As gotículas de um espirro, de diversos tamanhos, viajam no interior de uma nuvem composta de gás, de ar quente e húmido. Ao sair da boca, essa nuvem dispersa-se em vários sentidos e o ar quente e húmido permite que suba e alcance os sistemas de ventilação, podendo circular através deles e chegar até outros espaços.
Da Vinci falou do mesentério no século XVI. Agora cientistas irlandeses descobriram que o mesentério é um órgão.
Em breve os alunos de medicina vão ter mais um órgão para estudar, o mesentério.
Não se pode dizer que este novo órgão tenha acabado de ser descoberto pelos cientistas. O mesentério é bem conhecido por quem estuda anatomia. Se fores, por exemplo, à ‘Infopédia’, vês como ele já tem uma entrada:
«Mesentério – nome masculino, parte do peritoneu que sustenta, em especial, o intestino delgado. Do grego ‘mesentérion’, “membrana que envolve os intestinos»
A questão é que, até agora, o mesentério era visto como uma estrutura fragmentada do aparelho digestivo.
O que mudou?
A alteração tem a ver com a classificação desta parte do nosso corpo. Depois de vários anos de investigação, uma equipa irlandesa, do ‘Hospital Universitário de Limerick’, vem demonstrar que o mesentério deve ser reconhecido como órgão.
Uma das condições para um órgão ser visto como tal é ter uma estrutura contínua e foi isso que a equipa dirigida pelo médico J. Calvin Coffey mostrou.
O ‘Anatomía de Gray’ – não a série, o manual que dá nome à série, um livro de referência na medicina – apresentará já na sua próxima edição o mesentério como órgão, definindo-o como “uma dupla dobra do peritoneu que une o intestino à parede abdominal, mantendo a zona bloqueada”.
Que impacto tem a nova classificação?
Ascender ao estatuto de órgão, deverá permitir ao mesentério, segundo os autores do estudo, “ser submetido ao mesmo foco de investigação que é aplicado a outros órgãos e sistemas”.
Conhecida finalmente a estrutura e caraterísticas anatómicas do mesentério, os investigadores vão agora estudar melhor o novo órgão, entender o seu funcionamento para poderem identificar quando surgirem anomalias no mesentério que conduzem ao aparecimento de doenças.
Perceber qual é exatamente a função deste órgão pode ajudar a saber mais sobre as doenças que afetam o aparelho digestivo e, logo, sobre como tratá-las de uma forma mais rápida e menos invasiva.
Sabias que?
– Com a classificação do mesentério como órgão, o corpo humano é composto por 79 órgãos?
– Foi Leonardo da Vinci quem primeiro descobriu o mesentério, no século XV, por volta de 1500. Descreveu-o como uma estrutura fragmentada. Um conceito que só agora, mais de 500 anos depois, fica ultrapassado.
Fotos: The Lancet.com, YouTube, Wikimedia Commons
Fontes: The Lancet, Infopedia, BBC, Cadena Ser, Wikipedia
Chama-se mesentério e é o mais recente órgão do corpo humano a ser classificado. Fica localizado no meio do sistema digestivo e o seu estudo poderá ser crucial para a compreensão e tratamento de doenças digestivas e abdominais.
A classificação foi dada a este órgão depois de se chegar à conclusão que se trata de um estrutura contínua, sendo que anteriormente era entendido que o mesentério era composto por várias estruturas diferentes.
“A descrição anatómica que foi estabelecida ao longo dos últimos cem anos de anatomia estava incorreta. Este órgão eastá longe de ser fragmentado e complexo. É simplesmente uma estrutura contínua”, pode ler-se nas conclusões do Hospital da Universidade de Limerick, Irlanda, onde a investigação teve lugar.
Uma vez identificada toda a estrutura, os investigadores contam agora descobrir a sua função precisa. “Se percebermos a função [do mesentério] podes identificar alguma função anormal e, por conseguinte, uma doença. Coloquemos tudo isso junto e tens um campo de ciência do mesentério… a base para toda uma nova área na ciência. Isto é universalmente relevante uma vez que nos afeta a todos”, afirmam os investigadores de acordo com o Popular Science.
As FESTAS DE FIM DE ANO ACABARAM e deixaram de lembrança alguns quilos a mais. Mas pensando pelo lado positivo, a chegada de um novo ano é a ocasião perfeita para realizar novas metas, como começar a praticar exercício.
Especialistas da Associação Fitness Industry listaram 10 conselhos para praticar mais exercício físico:
1) Objetivos. Estabeleça tempos breves e objetivos alcançáveis. É sempre mais satisfatório atingir a meta, ainda que seja fácil, do que não a atingir de todo.
2) Amigos. Treine com um amigo, assim os exercícios serão mais divertidos e estimulantes.
3) Ténis. Invista nos sapatos adequados para a atividade física. É o equipamento mais importante de quase todos os desportos, já que são os pés que suportam todo o peso e os esforços do corpo. Por isso, um bom par de ténis é essencial para evitar lesões.
4) Hidratação. Beba muita água. Durante o treino, o corpo transpira e desidrata, por isso é importante repor os líquidos perdidos durante e depois do exercício físico.
5) Diversão. Escolha uma modalidade que considere agradável. Existem inúmeras atividades: musculação, dança, natação, futebol, ténis, etc. Divertir-se durante o treino é uma motivação para continuar.
6) Diário. Anote todos os treinos numa agenda e organize os exercícios da semana com antecedência. Isso ajuda a trabalhar os músculos de forma mais equilibrada.
7) Realidade. Seja realista. Não tente fazer muito e de uma vez só. Os exercícios físicos devem evoluir gradualmente.
8) Profissionais. Procure um profissional da área. Assim será possível verificar os progressos e aperfeiçoar o treino.
9) Prémios. Conceda prémios a si mesmo quando alcançar os resultados esperados.
10) Fidelidade. Não desista. Algumas vezes o treino pode ser cansativo, mas tenha em mente os seus objetivos e lembre-se sempre do bem que o exercício faz à saúde.