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DÁDIVA DE SANGUE – 24 de Abril de 2013

Quarta-feira, Janeiro 23rd, 2013

No dia 24 de Abril de 2013, o Instituto Português do Sangue levará a cabo na nossa escola a habitual dádiva de sangue. Esta actividade englobada na Semana Cultural e no projecto de trabalho do Clube de Saúde Escolar para o presente ano lectivo visa dar resposta às normais necessidades deste elemento fundamental para a(s) nossa(s) vida(s).

A 16/01/2013 o jornal “Público” deu a conhecer o trabalho seguinte da jornalista Romana Borja-Santos  “DÁDIVAS DE SANGUE CAÍRAM 12% EM 2012”. A ler, (re)pensar e actuar…

 

 

“Reservas nunca estiveram em risco, mas Instituto Português do Sangue e da Transplantação prefere ser prudente.

Os vários alertas que foram dados ao longo do ano tiveram algum efeito, mas não evitaram que 2012 terminasse com uma quebra de 12% nas dádivas de sangue, indicam dados do Instituto Português do Sangue e da Transplantação.

O presidente deste instituto, Hélder Trindade, citado pela TSF, indicou que, em 2012, “houve uma quebra de 12%, quebra que foi referenciada ao longo do ano e que acabou no fim do ano por se atenuar com maior número de dádivas”. O responsável acredita que as mudanças nas isenções das taxas moderadoras para os dadores benévolos tenham influenciado a descida, mas diz que há outras explicações.

“Não duvido que as taxas moderadoras tenham influenciado os dadores no sentido da desistência, mas seguramente que houve outros factores que levaram a que houvesse menos dádivas durante o ano de 2012, e que vão desde o transporte a situações sociais”, precisou Hélder Trindade.

O número é dado a conhecer no mesmo dia em que a Assembleia da República discute uma petição e um projecto de resolução que pretendem precisamente repor a isenção total das taxas moderadoras para dadores.

O projecto de resolução, do Bloco de Esquerda, lembra que são vários os Estados-membros a dar incentivos aos dadores para promover a dádiva voluntária e não remunerada de sangue. E dá como exemplo a disponibilização de pequenas ofertas, a dispensa de trabalho, os reembolsos ou vales de alimentação.

O partido defende que, em Portugal, os incentivos “nunca foram muitos” e que a situação piorou na actual legislatura com o fim de uma das medidas de incentivo existentes, que era a dispensa de pagamento de taxas moderadoras no Serviço Nacional de Saúde (SNS), acrescenta. O BE sublinha que “esta medida originou um profundo e compreensível descontentamento” por parte dos dadores, que “se sentiram depreciados e maltratados”.

O Bloco de Esquerda considera também que os custos de isentar os dadores de sangue são “irrelevantes” e “irrisórios” para as contas públicas, perante a “preciosa e impagável dádiva” que constitui dar sangue. E insiste que se trata de uma medida elementar de justiça, respeito e reconhecimento. Por isso, o Bloco de Esquerda propõe que a Assembleia da República recomende ao Governo a isenção de taxas moderadoras para os dadores benévolos de sangue.

Já a petição do Movimento de Associações de Dadores de Sangue (grupo de associações de dadores que se constituiu para o efeito), que pretende também ver reposta a isenção, diz que esta representa “um incentivo para que cada vez mais dadores de sangue entrem no circuito” e, ao mesmo tempo, se proporcione “uma saúde boa a quem fornece esse sangue”.

Em nenhum momento as reservas de sangue do país estiveram em risco (abaixo das 8000 unidades, que chegam para cerca de oito dias), mas, ao longo do ano, tanto o Instituto Português do Sangue e da Transplantação, como especialistas e o próprio Ministério da Saúde fizeram alguns apelos públicos para que não chegássemos a ficar próximos dos mínimos, perante algumas quebras, na casa dos 16%. No Verão, por exemplo, foram feitas algumas campanhas que tiveram resultados bastante positivos, com a angariação de quase 8500 novos dadores.”

Ainda na barriga da mãe, os bebés já bocejam

Segunda-feira, Novembro 26th, 2012

Equipa britânica confirma que bocejar faz parte da nossa vida desde muito cedo e pode ser importante para avaliar a saúde do feto.

O feto a abrir a boca (à esquerda) e a bocejar, numa imagem captada pela equipa britânic
DR

 

Os vídeos provam-no: o bebé, ainda na barriga da mãe, já boceja. À medida que o feto se vai desenvolvendo e a gestação se aproxima do fim, os bocejos decrescem e não há grandes diferenças entre rapazes e raparigas na frequência com que o fazem.

Em traços gerais, estas são as principais conclusões do estudo de uma equipa britânica, publicado na revista PLoS ONE, que assim pretende pôr um ponto final na questão. Os investigadores têm-se dividido sobre os bocejos dos fetos: se uns já sugeriram que existem, outros dizem que não passam de um simples abrir da boca.

A equipa liderada por Nadja Reissland, do Departamento de Psicologia da Universidade de Durham, estudou 15 fetos – oito raparigas e sete rapazes –, com idades de gestação entre as 24 e as 36 semanas. No total, fizeram 58 ecografias, que permitiam obter gravações em vídeo dos fetos, os cientistas puderam distinguir entre um bocejo (56) e a mera abertura da boca (27) e confirmaram a existência deste movimento nas nossas vidas desde tão cedo.

No bocejo, considera-se que a boca se mantém aberta mais tempo no início do que na parte final. Além desta perspectiva dinâmica do bocejo, difícil de captar noutras ecografias bidimensionais, a sua definição ainda inclui a abertura dos maxilares, uma inspiração profunda, seguida de uma curta expiração, antes de a boca se fechar.

Nem contágio, nem sono

Sabe-se que o bocejo é contagioso e que, curiosamente, não é único dos seres humanos. Cães, gatos e até peixes bocejam. Mas só entre os seres humanos, os chimpanzés (a espécie mais próxima do homem) e os cães existe este efeito de contágio. Outro aspecto curioso é que o grau de contágio aumenta entre pessoas que têm um maior grau de familiaridade. Por que bocejamos é outra história, para a qual não existe explicação cabal, ainda que haja várias hipóteses, como a necessidade de levar mais oxigénio ao sangue, de aumentar o ritmo cardíaco para se ficar mais desperto ou até criar empatia nas relações sociais. Basta até falar ou ler sobre bocejos para começar a abrir a boca.

“Curiosamente, as crianças estão imunes à natureza contagiosa do bocejo até por volta dos cinco anos, daí quer a frequência quer o contexto social do bocejo, como o seu contágio, têm uma componente de desenvolvimento ainda inexplicável”, diz a equipa no artigo científico.

Como nos fetos o efeito de contágio não se coloca de todo, a equipa de Nadja Reissland pôs a hipótese de que neles seja um processo ligado ao desenvolvimento e, assim sendo, a frequência poderia mudar ao longo da gestação. Ora, no estudo verificou-se que havia realmente alterações na sua frequência.

“Ao contrário de nós, os fetos não bocejam nem por contágio, nem porque têm sono. Em vez disso, a frequência dos bocejos no útero pode estar ligada à maturação do cérebro durante a gestação”, diz a investigadora, num comunicado da sua universidade. “Tendo em conta que a frequência dos bocejos na nossa amostra de bebes saudáveis declinou entre as 28 e as 36 semanas de gestação, isto sugere que o bocejo e a simples abertura da boca têm esta função ligada à maturação na gestação.”

Ainda que continue sem se poder explicar a função do bocejo do bebé na barriga da mãe, se estiver ligado à maturação do sistema nervoso central, ele pode servir como um indicador que ajude a avaliar o estado de saúde e de desenvolvimento do feto.

in Publico (Teresa Firmino –

NOVEMBRO – MÊS DO CANCRO DO PULMÃO

Segunda-feira, Novembro 19th, 2012

A Pulmonale – Associação Portuguesa de Luta Contra o Cancro do Pulmão, com o apoio da Global Lung Cancer Coalition (GLCC), do Instituto Português do Desporto e Juventude (IPDJ) e da Lilly Portugal assinala, este ano, o Mês do Cancro do Pulmão (Lung Cancer Awareness Month). Novembro é o mês escolhido por muitos países para, através das suas Associações de Luta Contra o Cancro do Pulmão, reforçarem o seu papel junto da sociedade e promoverem uma maior sensibilização. Em Portugal a Pulmonale assinala a data com o lançamento de uma campanha contra o tabaco. “Fumar fica-te a matar” é o mote deste projeto que visa sensibilizar os jovens.

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A Pulmonale acredita que a prevenção continua a ser a melhor forma de combater o Cancro do Pulmão e é nesse sentido que aposta na mudança de mentalidades através de um trabalho de sensibilização a desenvolver junto das novas gerações. “Fumar fica-te a matar” é a campanha que leva a Pulmonale a marcar, este ano, o Mês do Cancro do Pulmão que é assinalado um pouco por todo o mundo.
Segundo António Araújo, Presidente da Pulmonale «é fundamental diminuir o consumo de tabaco de modo que, a médio prazo, seja possível diminuir a incidência do cancro do pulmão e consequentemente a mortalidade a ele associada. Existe uma diferença, em termos de tempo, entre o consumo de tabaco e o aparecimento de cancro do pulmão. Essa diferença de tempo situa-se entre 10 a 15 anos. Com esta aposta nas camadas mais jovens a Pulmonale pretende contribuir hoje para a redução do consumo de tabaco para que, dentro de uma década, a diferença se faça notar na diminuição da incidência de cancro do pulmão».
De acordo com a Organização Mundial de Saúde (OMS), são cerca de 5.4 milhões as pessoas que morrem anualmente devido ao tabaco. Contas feitas são cerca de 10.000 mortes por dia: uma média aproximadamente de 416 por hora. Os números em Portugal apontam para 3800 a 4000 novos casos de cancro do pulmão por ano, sendo que 80 % dos casos são resultado direto dos hábitos tabágicos que surgem cada vez mais cedo.
«É fundamental agir globalmente junto das gerações mais novas, incitando-as a encarar o tabaco como um perigo, uma droga causadora de doenças, para que amanhã se obtenham resultados visíveis na redução, entre outras doenças, do Cancro do Pulmão» acrescenta António Araújo.
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Sobre a Pulmonale – Associação Portuguesa de Luta Contra o Cancro do Pulmão
Trata-se de uma associação para os doentes e pelos doentes com cancro do pulmão, que procura combater o estigma que existe em torno desta patologia e ajudar os que dela sofrem. Sem fins lucrativos, a PULMONALE nasceu em 2010 para prestar aconselhamento e apoio a pessoas que sofram de cancro pulmão e seus familiares, promover a melhoria e alargamento dos cuidados médicos, a difusão de informação sobre esta doença para o público, facilitar a cessação tabágica e promover a investigação sobre as causas e tratamento desta doença. * www.pulmonale.pt

Sobre a GLCC (Global Lung Cancer Coalition)
A GLCC é uma aliança mundial que integra cerca de 30 associações, de carácter não-governamental, de 20 países de todo o mundo, com o objectivo comum de combater o estigma existente em torno do cancro do pulmão, defender o direito dos pacientes aos melhores tratamentos e cuidados de suporte, promover uma detecção precoce e promover estilos de vida saudáveis que constituam um factor de prevenção do cancro do pulmão.
Fundada em 2001, o GLCC é composto por organizações não-governamentais da Argentina, Austrália, Bulgária, Canadá, Dinamarca, França, Alemanha, Irlanda, Itália, Japão, Holanda, Noruega, Eslovénia, Espanha, Suécia, Suíça, Reino Unido, EUA, Egipto e Portugal. www.lungcancercoalition.org

Sobre o IPDJ (Instituto Português do Desporto e Juventude)
O Instituto Português do Desporto e Juventude, I.P. (IPDJ) é um organismo da Administração Pública com autonomia administrativa tutelado pelo Secretário de Estado do Desporto e da Juventude (SEDJ). Tem por missão a execução de uma política integrada e descentralizada para as áreas do desporto e juventude, em estreita colaboração com entes públicos e privados, designadamente com organismos desportivos, associações juvenis, estudantis e autarquias locais.

Sobre a Lilly
A Eli Lilly and Company, uma empresa líder que aposta na inovação, está a desenvolver um conjunto cada vez maior de produtos farmacêuticos de primeira linha, aplicando a investigação mais recente, desenvolvida nos seus laboratórios em todo e mundo e em colaboração com as mais eminentes organizações científicas. Com sede em Indianápolis, no Estado de Indiana, a Lilly dá respostas, na forma de medicamentos e a algumas das mais prementes necessidades de saúde. Para mais informações pode consultar o www.lilly.pt

“Fumar fica-te a matar”

Segunda-feira, Novembro 19th, 2012

No âmbito do mês do cancro do pulmão, a Associação Portuguesa contra o Cancro lança uma campanha a apontar os malefícios no tabaco, durante todo este mês de Novembro

É a Pulmonale, Associação Portuguesa contra o Cancro que está a lançar uma campanha para sensibilizar os mais jovens para todas consequências prejudiciais à saúde – “Fumar fica-te a matar”.
“O objectivo desta campanha é chamar à atenção aos mais novos para os malefícios do tabaco e do cancro do pulmão” declara o Doutor António Araújo, presidente da Pulmonale.
Com o dia do não-fumador, dia 17 de Novembro, a associação visa captar a atenção dos jovens durante este mês, nomeadamente do dia 5 a 30 de Novembro.
Segundo António Araújo, em Portugal, são aproximadamente 4 mil, os casos de cancro de pulmão por ano, e cerca de 3500 mortes. Já a Organização Mundial de Saúde (OMS) aponta no estudo 5.4 milhões de mortes anuais e 10 mil mortes por dia.
“Os casos de cancro do pulmão aumentam, menos nos homens e mais nas mulheres. A faixa etária que mais representa esta doença circula os 50 anos” afirma António.
Além disso, o presidente da Pulmonale assume que os jovens que aderem ao consumo do tabaco pretendem atingir o estatuto de ser “in” ou “mais fixe”, sem pensarem nos riscos a longo prazo.
Para ajudar com a divulgação desta campanha, decorre, este mês, um projecto de voluntariado para jovens dos 16 aos 30 anos. Em equipas com dois voluntários cada, juntamente com uma Polaroid, procuram fotografar jovens fumadores com a sua autorização, em Lisboa.
As escolas secundárias da Grande Lisboa vão também contar com a presença de voluntários que irão distribuir informação sobre a campanha, e alertar os jovens para os malefícios do tabaco. Segundo António Araújo, esta acção preponderante nas escolas faz com que os voluntários sejam embaixadores desta associação.
A coincidir com o dia do não-fumador, a Pulmonale vai fazer o seu primeiro congresso, nos dias 16 e 17 de Novembro, na Universidade Católica do Porto. O congresso vai abordar as temáticas relacionadas ao cancro do pulmão e às nocividades do tabaco.”

in, P3 (Jornal Público), 17.11.2012

Bastonário dos dentistas considera fundamental continuação dos “cheques-dentista”

Segunda-feira, Outubro 29th, 2012

O bastonário da Ordem dos Médicos Dentistas, Orlando Monteiro da Silva, defendeu hoje que é “fundamental” que a distribuição de cheques-dentista recomece a partir de Janeiro de 2013.

A suspensão da distribuição de cheques-dentista a crianças e jovens de sete, dez e 13 anos até ao final do ano é a manchete de hoje do PÚBLICO, que justifica a medida com “razões orçamentais”.

Em declarações à agência Lusa, Orlando Monteiro da Silva afirmou que é “fundamental que este programa se mantenha porque é uma área que não tem alternativa nenhuma no âmbito do Serviço Nacional de Saúde no Continente”.

O bastonário dos dentistas afirmou que, no caso das crianças, os cheques são distribuídos por ano lectivo, pelo que, apesar de a verba para este ano civil ter acabado, em Janeiro deverá ser possível alocar mais dinheiro para o programa.

Assim, indicou, a “decisão radical” de suspender a distribuição de cheques-dentista será “não um cancelamento, mas uma suspensão, um adiar” dos tratamentos dentários para as crianças.

O bastonário frisou que “as crianças que já têm o cheque podem continuar a ter o tratamento”, estimando que com a suspensão da distribuição terão ficado por entregar cerca de 12 mil cheques.

Orlando Moreira da Silva referiu que este ano o programa de cheques-dentista começou a funcionar melhor e os cheques foram “distribuídos mais cedo”, acrescentando que a crise económica levou também a uma maior procura.

“Por via disso, a verba esgotou mais cedo. O sucesso do programa foi, paradoxalmente, responsável pelo seu abrandamento na recta final, porque a dois meses do fim do ano já não há verba”, declarou.

Em Novembro de 2011, mais de um milhão de portugueses tinha tido acesso a consultas de especialidade desde 2008, 600 mil dos quais só em 2011: 500 mil crianças de sete, dez e 13 anos e 100 mil grávidas, idosos e crianças com menos de seis anos.

O programa foi uma iniciativa do ex-ministro da saúde do governo PS Correia de Campos.

in, Jornal PÚBLICO, 27.10.2012

Governo suspende cheques-dentista a crianças e jovens

Domingo, Outubro 28th, 2012

Suspensão tem efeitos imediatos e vigora até final do ano.

Grávidas e idosos escapam à medida do Ministério da Saúde.

“O Governo suspendeu a emissão de novos cheques-dentista às crianças e jovens de sete, dez e 13 anos por razões orçamentais. A decisão foi comunicada este mês às administrações regionais de saúde e tem efeitos imediatos.

A emissão de novos cheques-dentista – uma medida inovadora lançada em 2008 pela equipa do Ministério da Saúde então liderada pela socialista Ana Jorge, no âmbito do Programa Nacional de Promoção da Saúde Oral – estará suspensa até ao final do ano, de acordo com uma nota da Direcção-Geral da Saúde (DGS) a que o PÚBLICO teve acesso.

Para já, as grávidas, idosos, beneficiários do complemento solidário e portadores de VIH/sida não estão sujeitos a qualquer alteração, pelo que a emissão e utilização de novos cheques por estes grupos será mantida.

Manuel Pizarro, ex-secretário de Estado da Saúde nos últimos governos socialistas, lamentou, em declarações ao PÚBLICO, a interrupção da emissão dos cheques, que, no seu entender, “vem provar que com o orçamento que está em vigor há um recuo nos cuidados de saúde prestado pelo Serviço Nacional de Saúde”.

“É muito grave que o ministério tenha omitido uma informação pública, transparente, sobre este assunto, o que demonstra o embaraço do Governo. Pessoalmente, lamento profundamente que um programa de saúde pública tão importante, construído a pensar na erradicação da cárie dentária no médio e longo prazo, seja posto em causa de forma tecnicamente não sustentada.”

A nota da DGS diz que, “na sequência do controlo orçamental efectuado ao Programa Nacional de Promoção da Saúde Oral, foi proposta ao secretário de Estado adjunto do ministro da Saúde a suspensão, de imediato e até ao final do ano, da emissão de cheques às crianças e jovens em idade escolar, o que foi autorizado a 3 de Outubro”.

Mais de um milhão com consulta

Há precisamente um ano, o Governo anunciava que ia manter as verbas para o programa dos cheques-dentista no Serviço Nacional de Saúde e afirmava que estava a estudar a possibilidade de alargar a medida ao cancro oral, uma doença que está a aumentar em Portugal e que só no ano passado afectou cerca de 35 mil pessoas na Europa.

Ao abrigo dos cheques-dentista, mais de um milhão de portugueses já tiveram consultas de especialidade na área desde 2008, 600 mil dos quais só em 2011: 500 mil crianças de sete, dez e 13 anos e cem mil grávidas, idosos e crianças com menos de seis anos.

Contactado pelo PÚBLICO, o Ministério da Saúde fez ontem saber que a verba canalizada este ano para o Programa Nacional de Promoção da Saúde Oral “foi largamente superada” e que “há muitos cheques emitidos, mas ainda não usados”.

in, Jornal “PÚBLICO”, 27.10.2012

A actividade física faz bem ao cérebro

Quinta-feira, Outubro 25th, 2012

Um alerta para TODOS. Mexa-se pela sua SAÚDE…

Dia Mundial da Alimentação – 16 OUT

Terça-feira, Outubro 16th, 2012

Neste DIA MUNDIAL DA ALIMENTAÇÃO decidimos apresentar uma acção realizada recentemente no Brasil.
Trocaram-se os pratos tradicionais do buffet de um restaurante de grande fluxo por outros 20% menores, nos quais literalmente faltava um pedaço.
A ideia era chamar a atenção para os 20% de alimentos que são desperdiçados diariamente no Brasil, campeão mundial no índice.
O que se passará actualmente no nosso país?
Fica esta acção a laia de exemplo e de reflexão…

O que o exercício físico pode fazer por si?

Quinta-feira, Fevereiro 16th, 2012

07/02/2012 — info2hmsportugal – Dr. Eduardo Mendes

Oiça, em 1 minuto, o áudio sobreO que o exercício físico pode fazer por si?” com o Dr. Eduardo Mendes: O que o exercício físico pode fazer por si?

Leia o texto do áudio aqui:

O exercício regular apresenta muitos benefícios para a saúde.

Primeiro, diminui a probabilidade de sofrer de doença cardíaca, uma causa de morte importante em Portugal, ajudando a reduzir a pressão arterial, a prevenir a diabetes, a reduzir o excesso de peso e o risco de desenvolvimento dos cancros do cólon e da mama.

Segundo, ajuda a manter fortes os ossos, a proteger as articulações, aliviando o inchaço e a dor e a manter as cartilagens saudáveis, o que pode limitar ou mesmo fazer reverter os problemas das articulações, nomeadamente dos joelhos.

Terceiro, ao ajudar a controlar o peso, promove a libertação de hormonas que elevam o humor, o alívio do stress, melhorando assim a nossa disposição geral.

Finalmente, pode aumentar a capacidade para combatermos as infecções, aumentando a nossa esperança média de vida.

Leia o artigo aqui: O que o exercício físico pode fazer por si?

Veja o vídeo:

8% dos adolescentes auto agridem-se, mas devem deixar de o fazer

Quinta-feira, Fevereiro 16th, 2012

01/01/2012 — hmsportugal

Fonte:

Tradão e Edição de Imagem Científica:

Um estudo recente revela que cerca de 8% dos adolescentes e dos adultos jovens auto-agridem-se de propósito. A maior parte deles deixa de o fazer com o passar do tempo, mas 1% dos adultos ainda se autoagride aos 29 anos de idade. Estes números provêm de um estudo a longo prazo que envolveu 1.800 adolescentes e adultos jovens. Eles foram inquiridos de tempos a tempos, no que diz respeito à sua saúde e comportamentos. Eles tinham, na sua maioria, cerca de 15 anos de idade quando do início do estudo e 29 quando este foi concluído. No início, cerca de 10% das raparigas e 6% dos rapazes afirmaram que, por vezes, se autoagrediam. Os métodos incluíam os ferimentos por cortes ou as queimaduras ou ainda correr riscos que punham a vida em risco. Os investigadores afirmaram que era bom verificar que a maior parte das pessoas que se autoagrediam deixam de o fazer. Mas o risco é elevado para as pessoas que continuam a fazê-lo. Outros estudos demonstram que as pessoas que são conduzidas ao hospital devido a lesões autoinfligidas apresentam uma probabilidade 100 vezes superior em relação à média de cometerem suicídio. A revista Lancet publicou o estudo e o serviço noticioso da Reuters Health escreveu sobre recentemente sobre ele.

Qual é a reação do médico?

De um modo geral, este estudo dá-nos boas notícias: a grande maioria das crianças que se autoagride deixa de o fazer.

As lesões autoinfligidas são infelizmente muito comuns, especialmente nos adolescentes. De facto, um em cada 12 jovens apresenta este problema. Isto significa que, numa classe média do ensino secundário, existe a probabilidade de duas crianças estarem a autoagredir-se. Os métodos mais comuns são os ferimentos por cortes ou as queimaduras. É muito comum nas pessoas com idade compreendida entre os 15 e os 24 anos. Mas este problema está a ocorrer mais frequentemente nas crianças com apenas 11 ou 12 anos de idade.

Os jovens magoam-se a si próprios por muitas diferentes razões. Para alguns, isto constitui uma forma de sentirem alguma coisa quando se sentem entorpecidos. Outros acham que reduz o stress ou que, muito simplesmente, os faz sentir melhor. Esta situação pode ocorrer se as lesões autoinfligidas libertarem endorfinas, substâncias químicas naturais que proporcionam uma sensação de bem-estar. Os jovens podem ainda autoagredir-se para se punirem ou fazem-no em vez de agredirem outras pessoas. Alguns apresentam esta atitude como forma de pedirem ajuda ou pelo facto dos seus amigos fazerem o mesmo. Muitos, mas não todos, os adolescentes que se autoagridem apresentam uma história de abuso emocional, físico ou sexual.

Neste estudo, investigadores australianos mantiveram o seguimento de cerca de 1.800 jovens entre 1992 e 2008. No final, mais de 1.600 ainda se encontravam no estudo. Em diversas ocasiões, durante esses anos, os investigadores colocaram-lhes questões sobre muitos aspetos da sua saúde física e mental e sobre os seus comportamentos, incluindo as lesões autoinfligidas.

E as boas notícias são as seguintes: 90% dos indivíduos que se autoagrediam tinham deixado de o fazer. Estas são notícias realmente espetaculares.

No entanto, isto não significa que as lesões autoinfligidas são algo que se possa ignorar. O estudo demonstrou igualmente que as pessoas que se autoagridem:

  • Têm uma maior probabilidade de não se limitarem a tentar cometer suicídio, mas a concretizarem-no realmente
  • Apresentam uma probabilidade quase quatro vezes superior de desenvolverem depressão ou ansiedade
  • Têm uma probabilidade duas vezes superior de terem comportamentos antissociais
  • Têm uma probabilidade duas vezes superior de fumarem cigarros, de consumirem marijuana ou de apresentarem um consumo abusivo de álcool.

Assim, as lesões autoinfligidas podem desaparecer espontaneamente, mas as alterações da saúde mental e outros problemas subjacentes a este tipo de comportamento podem persistir.

Que alterações poderei efetuar agora?

É muito importante que os pais e outras pessoas que convivem com os jovens (professores, treinadores, família e amigos) estejam alertados para os sinais sugestivos de lesões autoinfligidas. Estas podem incluir:

  • Lesões ou feridas inexplicadas, especialmente cortes ou queimaduras, que ocorrem regularmente
  • Pequenos cortes em linha reta, especialmente nos braços ou nas pernas
  • Manchas inexplicadas de sangue no vestuário ou na roupa da cama
  • “Acidentes” frequentes que resultam em lesões (por exemplo, eles podem alegar que foram arranhados por um gato)
  • Uso permanente de vestuário com mangas compridas e calças compridas, mesmo quando o tempo está quente ou dentro de casa
  • Desejo de estar só durante longos períodos de tempo, especialmente no quarto ou na casa de banho
  • Achado de objetos pontiagudos ou cortantes (tais como lâminas da barba, cápsulas de garrafas ou tesouras) no quarto da pessoa ou nos seus pertences
  • Alterações do comportamento, especialmente alterações do humor, irritabilidade ou isolamento dos amigos e da família.

É importante estabelecer uma aproximação com os adolescentes que mostram alguns destes sinais. Eles devem ser avaliados pelo seu médico e/ou profissional de saúde mental.

É alarmante o facto das lesões autoinfligidas serem tão comuns ― e é ainda mais alarmante que este problema esteja a aumentar. Estudos como este são úteis. Eles proporcionam-nos mais informações de que necessitamos para compreendermos melhor o motivo pelo qual as pessoas têm este tipo de comportamento, bem como o que podemos fazer para as ajudar e mesmo para prevenir este problema.

Espera-se que este estudo e outros semelhantes nos ajudem a manter os jovens ― os adultos de amanhã ― mais seguros, mais saudáveis e mais felizes.