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“Fumar fica-te a matar”

Segunda-feira, Novembro 19th, 2012

No âmbito do mês do cancro do pulmão, a Associação Portuguesa contra o Cancro lança uma campanha a apontar os malefícios no tabaco, durante todo este mês de Novembro

É a Pulmonale, Associação Portuguesa contra o Cancro que está a lançar uma campanha para sensibilizar os mais jovens para todas consequências prejudiciais à saúde – “Fumar fica-te a matar”.
“O objectivo desta campanha é chamar à atenção aos mais novos para os malefícios do tabaco e do cancro do pulmão” declara o Doutor António Araújo, presidente da Pulmonale.
Com o dia do não-fumador, dia 17 de Novembro, a associação visa captar a atenção dos jovens durante este mês, nomeadamente do dia 5 a 30 de Novembro.
Segundo António Araújo, em Portugal, são aproximadamente 4 mil, os casos de cancro de pulmão por ano, e cerca de 3500 mortes. Já a Organização Mundial de Saúde (OMS) aponta no estudo 5.4 milhões de mortes anuais e 10 mil mortes por dia.
“Os casos de cancro do pulmão aumentam, menos nos homens e mais nas mulheres. A faixa etária que mais representa esta doença circula os 50 anos” afirma António.
Além disso, o presidente da Pulmonale assume que os jovens que aderem ao consumo do tabaco pretendem atingir o estatuto de ser “in” ou “mais fixe”, sem pensarem nos riscos a longo prazo.
Para ajudar com a divulgação desta campanha, decorre, este mês, um projecto de voluntariado para jovens dos 16 aos 30 anos. Em equipas com dois voluntários cada, juntamente com uma Polaroid, procuram fotografar jovens fumadores com a sua autorização, em Lisboa.
As escolas secundárias da Grande Lisboa vão também contar com a presença de voluntários que irão distribuir informação sobre a campanha, e alertar os jovens para os malefícios do tabaco. Segundo António Araújo, esta acção preponderante nas escolas faz com que os voluntários sejam embaixadores desta associação.
A coincidir com o dia do não-fumador, a Pulmonale vai fazer o seu primeiro congresso, nos dias 16 e 17 de Novembro, na Universidade Católica do Porto. O congresso vai abordar as temáticas relacionadas ao cancro do pulmão e às nocividades do tabaco.”

in, P3 (Jornal Público), 17.11.2012

Bastonário dos dentistas considera fundamental continuação dos “cheques-dentista”

Segunda-feira, Outubro 29th, 2012

O bastonário da Ordem dos Médicos Dentistas, Orlando Monteiro da Silva, defendeu hoje que é “fundamental” que a distribuição de cheques-dentista recomece a partir de Janeiro de 2013.

A suspensão da distribuição de cheques-dentista a crianças e jovens de sete, dez e 13 anos até ao final do ano é a manchete de hoje do PÚBLICO, que justifica a medida com “razões orçamentais”.

Em declarações à agência Lusa, Orlando Monteiro da Silva afirmou que é “fundamental que este programa se mantenha porque é uma área que não tem alternativa nenhuma no âmbito do Serviço Nacional de Saúde no Continente”.

O bastonário dos dentistas afirmou que, no caso das crianças, os cheques são distribuídos por ano lectivo, pelo que, apesar de a verba para este ano civil ter acabado, em Janeiro deverá ser possível alocar mais dinheiro para o programa.

Assim, indicou, a “decisão radical” de suspender a distribuição de cheques-dentista será “não um cancelamento, mas uma suspensão, um adiar” dos tratamentos dentários para as crianças.

O bastonário frisou que “as crianças que já têm o cheque podem continuar a ter o tratamento”, estimando que com a suspensão da distribuição terão ficado por entregar cerca de 12 mil cheques.

Orlando Moreira da Silva referiu que este ano o programa de cheques-dentista começou a funcionar melhor e os cheques foram “distribuídos mais cedo”, acrescentando que a crise económica levou também a uma maior procura.

“Por via disso, a verba esgotou mais cedo. O sucesso do programa foi, paradoxalmente, responsável pelo seu abrandamento na recta final, porque a dois meses do fim do ano já não há verba”, declarou.

Em Novembro de 2011, mais de um milhão de portugueses tinha tido acesso a consultas de especialidade desde 2008, 600 mil dos quais só em 2011: 500 mil crianças de sete, dez e 13 anos e 100 mil grávidas, idosos e crianças com menos de seis anos.

O programa foi uma iniciativa do ex-ministro da saúde do governo PS Correia de Campos.

in, Jornal PÚBLICO, 27.10.2012

Governo suspende cheques-dentista a crianças e jovens

Domingo, Outubro 28th, 2012

Suspensão tem efeitos imediatos e vigora até final do ano.

Grávidas e idosos escapam à medida do Ministério da Saúde.

“O Governo suspendeu a emissão de novos cheques-dentista às crianças e jovens de sete, dez e 13 anos por razões orçamentais. A decisão foi comunicada este mês às administrações regionais de saúde e tem efeitos imediatos.

A emissão de novos cheques-dentista – uma medida inovadora lançada em 2008 pela equipa do Ministério da Saúde então liderada pela socialista Ana Jorge, no âmbito do Programa Nacional de Promoção da Saúde Oral – estará suspensa até ao final do ano, de acordo com uma nota da Direcção-Geral da Saúde (DGS) a que o PÚBLICO teve acesso.

Para já, as grávidas, idosos, beneficiários do complemento solidário e portadores de VIH/sida não estão sujeitos a qualquer alteração, pelo que a emissão e utilização de novos cheques por estes grupos será mantida.

Manuel Pizarro, ex-secretário de Estado da Saúde nos últimos governos socialistas, lamentou, em declarações ao PÚBLICO, a interrupção da emissão dos cheques, que, no seu entender, “vem provar que com o orçamento que está em vigor há um recuo nos cuidados de saúde prestado pelo Serviço Nacional de Saúde”.

“É muito grave que o ministério tenha omitido uma informação pública, transparente, sobre este assunto, o que demonstra o embaraço do Governo. Pessoalmente, lamento profundamente que um programa de saúde pública tão importante, construído a pensar na erradicação da cárie dentária no médio e longo prazo, seja posto em causa de forma tecnicamente não sustentada.”

A nota da DGS diz que, “na sequência do controlo orçamental efectuado ao Programa Nacional de Promoção da Saúde Oral, foi proposta ao secretário de Estado adjunto do ministro da Saúde a suspensão, de imediato e até ao final do ano, da emissão de cheques às crianças e jovens em idade escolar, o que foi autorizado a 3 de Outubro”.

Mais de um milhão com consulta

Há precisamente um ano, o Governo anunciava que ia manter as verbas para o programa dos cheques-dentista no Serviço Nacional de Saúde e afirmava que estava a estudar a possibilidade de alargar a medida ao cancro oral, uma doença que está a aumentar em Portugal e que só no ano passado afectou cerca de 35 mil pessoas na Europa.

Ao abrigo dos cheques-dentista, mais de um milhão de portugueses já tiveram consultas de especialidade na área desde 2008, 600 mil dos quais só em 2011: 500 mil crianças de sete, dez e 13 anos e cem mil grávidas, idosos e crianças com menos de seis anos.

Contactado pelo PÚBLICO, o Ministério da Saúde fez ontem saber que a verba canalizada este ano para o Programa Nacional de Promoção da Saúde Oral “foi largamente superada” e que “há muitos cheques emitidos, mas ainda não usados”.

in, Jornal “PÚBLICO”, 27.10.2012

Dia Mundial da Alimentação – 16 OUT

Terça-feira, Outubro 16th, 2012

Neste DIA MUNDIAL DA ALIMENTAÇÃO decidimos apresentar uma acção realizada recentemente no Brasil.
Trocaram-se os pratos tradicionais do buffet de um restaurante de grande fluxo por outros 20% menores, nos quais literalmente faltava um pedaço.
A ideia era chamar a atenção para os 20% de alimentos que são desperdiçados diariamente no Brasil, campeão mundial no índice.
O que se passará actualmente no nosso país?
Fica esta acção a laia de exemplo e de reflexão…

21 anos em 6 minutos

Segunda-feira, Outubro 15th, 2012

“Quanto tempo demora a ver 7500 fotografias? 6:20 minutos.

E quanto tempo de vida cabe nessas imagens? 21 anos.

Ian McLeod tirou uma fotografia ao filho, Cory, diariamente (ou quase), desde que nasceu. Agora, compilou as 7500 imagens num vídeo em time lapse que pode ser visto com grande sucesso na rede YouTube.” (a partir de artigo publicado na Revista Visão)

8% dos adolescentes auto agridem-se, mas devem deixar de o fazer

Quinta-feira, Fevereiro 16th, 2012

01/01/2012 — hmsportugal

Fonte:

Tradão e Edição de Imagem Científica:

Um estudo recente revela que cerca de 8% dos adolescentes e dos adultos jovens auto-agridem-se de propósito. A maior parte deles deixa de o fazer com o passar do tempo, mas 1% dos adultos ainda se autoagride aos 29 anos de idade. Estes números provêm de um estudo a longo prazo que envolveu 1.800 adolescentes e adultos jovens. Eles foram inquiridos de tempos a tempos, no que diz respeito à sua saúde e comportamentos. Eles tinham, na sua maioria, cerca de 15 anos de idade quando do início do estudo e 29 quando este foi concluído. No início, cerca de 10% das raparigas e 6% dos rapazes afirmaram que, por vezes, se autoagrediam. Os métodos incluíam os ferimentos por cortes ou as queimaduras ou ainda correr riscos que punham a vida em risco. Os investigadores afirmaram que era bom verificar que a maior parte das pessoas que se autoagrediam deixam de o fazer. Mas o risco é elevado para as pessoas que continuam a fazê-lo. Outros estudos demonstram que as pessoas que são conduzidas ao hospital devido a lesões autoinfligidas apresentam uma probabilidade 100 vezes superior em relação à média de cometerem suicídio. A revista Lancet publicou o estudo e o serviço noticioso da Reuters Health escreveu sobre recentemente sobre ele.

Qual é a reação do médico?

De um modo geral, este estudo dá-nos boas notícias: a grande maioria das crianças que se autoagride deixa de o fazer.

As lesões autoinfligidas são infelizmente muito comuns, especialmente nos adolescentes. De facto, um em cada 12 jovens apresenta este problema. Isto significa que, numa classe média do ensino secundário, existe a probabilidade de duas crianças estarem a autoagredir-se. Os métodos mais comuns são os ferimentos por cortes ou as queimaduras. É muito comum nas pessoas com idade compreendida entre os 15 e os 24 anos. Mas este problema está a ocorrer mais frequentemente nas crianças com apenas 11 ou 12 anos de idade.

Os jovens magoam-se a si próprios por muitas diferentes razões. Para alguns, isto constitui uma forma de sentirem alguma coisa quando se sentem entorpecidos. Outros acham que reduz o stress ou que, muito simplesmente, os faz sentir melhor. Esta situação pode ocorrer se as lesões autoinfligidas libertarem endorfinas, substâncias químicas naturais que proporcionam uma sensação de bem-estar. Os jovens podem ainda autoagredir-se para se punirem ou fazem-no em vez de agredirem outras pessoas. Alguns apresentam esta atitude como forma de pedirem ajuda ou pelo facto dos seus amigos fazerem o mesmo. Muitos, mas não todos, os adolescentes que se autoagridem apresentam uma história de abuso emocional, físico ou sexual.

Neste estudo, investigadores australianos mantiveram o seguimento de cerca de 1.800 jovens entre 1992 e 2008. No final, mais de 1.600 ainda se encontravam no estudo. Em diversas ocasiões, durante esses anos, os investigadores colocaram-lhes questões sobre muitos aspetos da sua saúde física e mental e sobre os seus comportamentos, incluindo as lesões autoinfligidas.

E as boas notícias são as seguintes: 90% dos indivíduos que se autoagrediam tinham deixado de o fazer. Estas são notícias realmente espetaculares.

No entanto, isto não significa que as lesões autoinfligidas são algo que se possa ignorar. O estudo demonstrou igualmente que as pessoas que se autoagridem:

  • Têm uma maior probabilidade de não se limitarem a tentar cometer suicídio, mas a concretizarem-no realmente
  • Apresentam uma probabilidade quase quatro vezes superior de desenvolverem depressão ou ansiedade
  • Têm uma probabilidade duas vezes superior de terem comportamentos antissociais
  • Têm uma probabilidade duas vezes superior de fumarem cigarros, de consumirem marijuana ou de apresentarem um consumo abusivo de álcool.

Assim, as lesões autoinfligidas podem desaparecer espontaneamente, mas as alterações da saúde mental e outros problemas subjacentes a este tipo de comportamento podem persistir.

Que alterações poderei efetuar agora?

É muito importante que os pais e outras pessoas que convivem com os jovens (professores, treinadores, família e amigos) estejam alertados para os sinais sugestivos de lesões autoinfligidas. Estas podem incluir:

  • Lesões ou feridas inexplicadas, especialmente cortes ou queimaduras, que ocorrem regularmente
  • Pequenos cortes em linha reta, especialmente nos braços ou nas pernas
  • Manchas inexplicadas de sangue no vestuário ou na roupa da cama
  • “Acidentes” frequentes que resultam em lesões (por exemplo, eles podem alegar que foram arranhados por um gato)
  • Uso permanente de vestuário com mangas compridas e calças compridas, mesmo quando o tempo está quente ou dentro de casa
  • Desejo de estar só durante longos períodos de tempo, especialmente no quarto ou na casa de banho
  • Achado de objetos pontiagudos ou cortantes (tais como lâminas da barba, cápsulas de garrafas ou tesouras) no quarto da pessoa ou nos seus pertences
  • Alterações do comportamento, especialmente alterações do humor, irritabilidade ou isolamento dos amigos e da família.

É importante estabelecer uma aproximação com os adolescentes que mostram alguns destes sinais. Eles devem ser avaliados pelo seu médico e/ou profissional de saúde mental.

É alarmante o facto das lesões autoinfligidas serem tão comuns ― e é ainda mais alarmante que este problema esteja a aumentar. Estudos como este são úteis. Eles proporcionam-nos mais informações de que necessitamos para compreendermos melhor o motivo pelo qual as pessoas têm este tipo de comportamento, bem como o que podemos fazer para as ajudar e mesmo para prevenir este problema.

Espera-se que este estudo e outros semelhantes nos ajudem a manter os jovens ― os adultos de amanhã ― mais seguros, mais saudáveis e mais felizes.

UM “GRANDE” 2012…

Sábado, Dezembro 31st, 2011

Inserimos este artigo no último dia do ano 11 do século XXI, porque também nós subscrevemos que há razões para acreditar num Mundo melhor.
Retirando a publicidade, apoiamos a mensagem.
Um “GRANDE” 2012, com muita saúde (escolar)…

Cuba descobre vacina contra cancro do pulmão

Terça-feira, Dezembro 13th, 2011

Dentro em breve, o cancro do pulmão poderá deixar de ser o mais letal de todos os tipos e entrar para a lista das doenças crónicas. A boa notícia vem de Cuba, que acaba de patentear a primeira vacina terapêutica contra a doença. Mais de 1 000 pacientes já estão a receber o novo tratamento.

A descoberta foi anunciada por Gisela González, responsável pelo projeto que desenvolveu a vacina. Em entrevista ao semanário cubano “Trabajadores” – publicada ontem por esse órgão de comunicação da Central de Trabalhadores de Cuba-, a investigadora disse que o objetivo da vacina é transformar o cancro do pulmão numa doença crónica controlável.

De acordo com a investigadora, a vacina foi desenvolvida a partir de “uma proteína que todos temos: o fator de crescimento epidérmico, relacionado com os processos de proliferação celular. Quando há cancro, essa proteína está descontrolada”.

Gisela explicou que, como o organismo tolera “aquilo que é seu” e reage contra “o estranho”, tendo sido preciso elaborar uma vacina que produzisse anticorpos contra essa proteína, que já é própria do organismo.

Outros tipos de cancro

Desde o início das investigações passaram-se já 15 anos. De acordo com a cientista cubana, a vacina foi patenteada após se ter testado a sua eficácia em mais de 1 000 pacientes sem que tenham ocorrido efeitos colaterais.

A patenteação em Cuba permitirá aplicar a vacina maciçamente no país, estando em curso o registo da CIMAVAX-EFG noutros países (entre outros, na Malásia, para venda na Europa).

Segundo Gisela González, a equipa de investigação avalia agora “a forma de empregar o mesmo princípio desta vacina noutros tumores sólidos (cancro da próstata, útero e mama), que podem receber este tipo de terapia. Obtivemos resultados importantes, mas é preciso esperar”.

A CIMAX-EFG é indicada para os doentes que terminam o tratamento com radioterapia ou quimioterapia e que são considerados pacientes terminais sem alternativa terapêutica. É nesta fase, pós-tratamentos, que a vacina é aplicada para ajudar a controlar o crescimento do tumor, com a vantagem de não apresentar toxidade associada.

A vacina pode também ser usada como tratamento, como se de uma doença crónica se tratasse, já “que vai aumentar a expetativa e a qualidade de vida do paciente”, afirmou a investigadora.

Só em Portugal, o cancro do pulmão mata pelo menos 3.000 pessoas anualmente.

Desde há alguns anos, o trabalho dos investigadores cubanos na área do cancro vem sendo acompanhado pela imprensa internacional, havendo várias referências sobre a descoberta da vacina agora patenteada.

Ler mais em:
http://aeiou.expresso.pt/cuba-descobre-vacina-contra-cancro-do-pulmao=f625310