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Os 10 Vírus e Bactérias Mortais

Terça-feira, Outubro 7th, 2014

Neste óptimo vídeo conhecerá 10 dos milhares de vírus mortais que existem e também saberá como esses parasitas se infiltram dentro de nossos corpos.

7 milhões de mortos em 2012 devido à poluição do ar

Terça-feira, Março 25th, 2014

Cerca de sete milhões de pessoas morreram em 2012 por exposição à  poluição do ar, que se transformou no maior fator de risco ambiental  para a saúde no mundo, alerta hoje a Organização Mundial de Saúde (OMS).

A conclusão resulta de novos dados hoje divulgados, segundo os quais uma em cada oito mortes em 2012 se deveu à exposição à poluição do ar, dado que mais do que duplica estimativas anteriores e confirma que a poluição do ar é agora o maior fator de risco ambiental para a saúde humana.

Reduzir a poluição do ar poderia salvar milhões de vidas, escreve a OMS num comunicado.

“Os riscos da poluição do ar são agora muito maiores do que se pensava, particularmente no que respeita a doenças coronárias e AVC”, disse Maria Neira, diretora do departamento da OMS para a saúde pública, ambiente e determinantes sociais da saúde.

“Poucos fatores de risco têm hoje maior impacto na saúde global do que a poluição do ar; as evidências alertam-nos que é preciso uma ação concertada para limpar o ar que respiramos”, acrescentou.

Segundo as estimativas agora divulgadas, a poluição do ar interior esteve ligada a 4,3 milhões de mortes em 2012 em lares com fogões a carvão, lenha ou biomassa.

Já a poluição do ar exterior terá estado na origem de 3,7 milhões de mortes em todo o mundo.

Como há muitas pessoas expostas à poluição interior e exterior, a mortalidade associada às duas fontes não pode ser simplesmente adicionada, daí a estimativa de sete milhões de mortes em 2012.

Os novos dados, adianta a agência da ONU para a saúde, revelam uma ligação mais forte entre exposição à poluição do ar interior e exterior e as doenças cardiovasculares, como AVC e cardiopatia isquémica, assim como a poluição do ar e o cancro.

Estas ligações juntam-se ao papel da poluição do ar no desenvolvimento de doenças respiratórias, incluindo infeções respiratórias agudas e doenças pulmonares obstrutivas crónicas.

As novas estimativas baseiam-se, não só em mais conhecimento sobre as doenças causadas pela poluição do ar, mas também em avaliações mais rigorosas da exposição humana aos poluentes, através de melhores medições e tecnologias.

Estas melhorias permitiram aos cientistas analisar mais detalhadamente os riscos para a saúde numa cobertura geográfica mais ampla.A poluição ao ar livre e no interior dos espaços de habitação ou de trabalho transformou-se numa das grandes causas de morte

Em termos regionais, os países de baixo e médio rendimento na região do sudeste asiático e do Pacífico ocidental foram as que registaram maior número de mortes associadas à poluição do ar, com um total de 3,3 milhões de mortes ligadas à poluição do ar interior e 2,6 milhões de mortes associadas à poluição do ar exterior.

“Limpar o ar que respiramos previne doenças não transmissíveis e reduz as doenças entre as mulheres e os grupos vulneráveis, como as crianças e os idosos”, disse Flavia Bustreo, diretora-adjunta da OMS para a saúde da família, mulheres e crianças, citada no comunicado da OMS.

“As mulheres e as crianças pobres pagam um preço elevado da poluição do ar interior porque passam mais tempo em casa a respirar os fumos e fuligens de fogões a carvão e a lenha”, acrescentou.

Segundo os dados da OMS, 80% das mortes associadas à poluição do ar interior devem-se a doenças cardiovasculares como a cardiopatia isquémica (40%) e o acidente vascular cerebral (40%).

Já a doença pulmonar obstrutiva crónica (DPOC) é responsável por 11% das mortes ligadas à poluição interior, enquanto o cancro do pulmão (6%) e as infeções respiratórias agudas em crianças (3%) são responsáveis pelo restante.

No que diz respeito à poluição do ar exterior, 34% das mortes devem-se a AVC, 26% a cardiopatia isquémica, 22% à DPOC, 12% a infeções respiratórias agudas em crianças e 6% ao cancro do pulmão.

in, DN (25.03.2014)

Condicionamento físico das crianças piorou nas últimas décadas

Terça-feira, Novembro 26th, 2013

DSC_7397Um extenso e completo estudo realizado pela Universidade do Sul, da Austrália, afirma que a aptidão física e cardiovascular na infância piorou cerca de 15% ao longo dos últimos 30 anos em todo o mundo.

O estudo se baseou em 50 pesquisas sobre atividades físicas realizadas desde os anos 1960, em 28 países. Ao todo, esses trabalhos envolveram mais de 25 milhões de jovens de nove a 17 anos. Segundo a pesquisa, as crianças de hoje em dia não correm tão rápido e nem tão longe como seus pais nessa idade. Atualmente, as crianças demoram, em média, 90 segundos a mais para correr um quilômetro e meio.

De acordo com os pesquisadores, os resultados do estudo são uma consequência de mudanças no estilo de vida das famílias nos últimos anos. Um bom exemplo disso é o fato de cada vez menos crianças irem às escolas andando ou até mesmo realizarem brincadeiras ao ar livre como forma de lazer. Grande parte dos jovens prefere optar pelos televisores, computadores e celulares para se divertir.

Além disso, o sedentarismo infantil é cada vez mais significativo. Entre 30% e 60% da piora da aptidão física pode ser explicada pelo aumento de peso. Por isso, crianças devem praticar pelo menos 60 minutos de alguma atividade física ao dia, como correr, nadar, andar de bicicleta e até mesmo caminhar. Com o exercício físico é possível melhorar a saúde, autoestima, flexibilidade, desenvolvimento motor, postura, aquisição de habilidades de motricidade fina e o sistema cardiocirculatório, além de promover o crescimento, construção de ossos e músculos fortes e manutenção do peso adequado.

in, Portal de Educação Física (http://www.educacaofisica.com.br)

Dia Mundial da Saude

Segunda-feira, Abril 8th, 2013

“Foi comemorado ontem o Dia Mundial da Saúde, que coincide com o dia da fundação da Organização Mundial da Saúde em 1948. Todos os anos é escolhido um tema importante para a saúde pública. O tema deste ano é a hipertensão arterial.

A pressão arterial elevada pode causar enfarte do miocárdio, acidente vascular cerebral e falência renal.

A nível mundial, um em cada três adultos têm hipertensão arterial e, como frequentemente não existem sintomas, uma percentagem grande desconhece que é possuidor da doença. No entanto, se diagnosticada, o tratamento reduz grandemente o risco de complicações.

A hipertensão arterial também pode ser prevenida: reduzindo a ingestão de sal e de gorduras, fazendo atividade física, mantendo um peso adequado e evitando fumar.

Sabemos que é difícil, mas pela sua saúde decida hoje mesmo mudar um hábito, que tenha, que seja menos saudável.”

in, Record 08.04.2013

“O Corpo Fala”, nos 50 anos da Mónica

Segunda-feira, Março 4th, 2013

O autor brasileiro Maurício de Sousa criou, há 50 anos, a destemida personagem de banda desenhada Mônica, e pretende assinalar o aniversário com várias iniciativas, entre as quais uma série com as personagens adultas.

Maurício de Sousa já se dedicava ao desenho e às tirinhas de banda desenhada quando, em 1963, criou a Mônica, personagem inspirada numa das filhas e batizada com o mesmo nome, e cujo sucesso acabou por ditar aquela que seria a estrela de uma “turma” que inclui outras figuras como Cebolinha, Cascão e Magali.

Aos 78 anos, Maurício de Sousa é, possivelmente, o autor de banda desenhada de maior sucesso do espaço da lusofonia, e um dos mais carismáticos do Brasil, por conta desse império erguido com a ajuda de Mônica, que o levou a editar milhares de revistas com as histórias da turminha, a abrir parques temáticos e a avançar para o cinema e a televisão.

O autor sempre disse que o sucesso de Mônica se deve ao facto de ser uma “menina moderna, urbana, ativa e com um temperamento forte” e por “debater temas atuais e vocacionados para as crianças”.

Ao longo dos anos, Maurício de Sousa aproveitou o sucesso das personagens para passar mensagens positivas e pedagógicas e a promover a revista de banda desenhada no incentivo à leitura entre os mais novos.

Esta semana, o autor apresentou no Brasil o plano de comemorações do meio século de vida da Mônica, que inclui uma exposição, a reposição de um espetáculo inspirado em “Romeu e Julieta”, lançamento de brinquedos e o projeto de criação de uma série intitulada “Turma Adulta”.

in, Jornal de Notícias (04.03.2013)

Como é que de facto beijam os portugueses ?

Segunda-feira, Fevereiro 18th, 2013

Como é que de facto beijam os portugueses?
Para esclarecer esta questão foi efectuado o maior inquérito sobre beijos alguma vez realizado em Portugal.

Eis, o resultado do estudo realizado pela Netsonda, entre os dias 16 e 28 de Janeiro de 2013.

A Dimensão da Amostra recolhida foi de 2000 entrevistas online junto de inquiridos entre os 16 a 55 anos com representatividade nacional, o que corresponde a uma Margem de Erro de +/-2,2%, para um Intervalo de Confiança de 95%.

Número de novos casos de cancro impede mortalidade de baixar em Portugal

Segunda-feira, Fevereiro 4th, 2013

Em 2011 o cancro foi a causa de morte de 25.593 pessoas, com o número de novos casos a crescer.

“Apesar de se ter conseguido baixar a mortalidade de muitos tumores, o número de novos casos de cancro diagnosticados todos os anos faz com que o número de mortes associadas a esta doença esteja a aumentar em Portugal, com 25 mil óbitos registados por ano. Esta segunda-feira é Dia Mundial de Luta Contra o Cancro. De acordo com dados do Instituto Nacional de Estatística (INE), em 2011 o cancro foi a causa de morte de 25.593 pessoas em Portugal, o que representa mais 611 casos do que no ano anterior e aproxima a mortalidade desta doença da que é registada nas doenças do aparelho circulatório. Nos últimos dez anos estima-se que a subida no número de mortes seja da ordem dos 17%, sendo que nos próximos 20 a 40 anos tanto o número de novos casos como a mortalidade associada a estas patologias podem duplicar. Quanto ao tipo de tumores, os cancros do cólon, reto e ânus estão entre os que mais matam, assim como os cancros da laringe e brônquios, o cancro do pulmão e do estômago. No caso do cancro do pulmão, é de notar que estão a surgir mais casos entre mulheres. No Dia Mundial de Luta Contra o Cancro, o director do Programa Nacional para as Doenças Oncológicas, Nuno Miranda, citado pelo Jornal de Notícias, assegurou que estão em curso diligências para alargar os rastreios existentes no país, já que o diagnóstico precoce é essencial para reduzir a mortalidade nos vários tipos de cancro. O responsável admite também que depois de feitos todos os levantamentos nos hospitais do país, que se façam alterações à rede oncológica nacional.”

in, Público (04-02-2013)

Exercício é mais eficaz antes do pequeno-almoço

Segunda-feira, Janeiro 28th, 2013
“A altura do dia em que se faz exercício pode ser tão importante como a própria atividade física. Um grupo de investigadores britânicos da Northumbria University, em Newcastle, concluiu que fazer exercício de estômago vazio antes do pequeno-almoço é mais eficaz e permite queimar, em média, 20% mais gordura do que se o exercício for feito após as refeições.
 

Os cientistas daquela universidade inglesa decidiram desafiar o mito que alega que fazer exercício sem ter comido pode aumentar o apetite e levar a que a quantidade de alimentos ingerida ao longo do dia seja superior, prejudicando os efeitos do desporto no que toca à perda de peso. 
 
A equipa conduziu um estudo com 12 voluntários fisicamente ativos do sexo masculino que, todos os dias, às 10 da manhã, eram convidados a exercitar-se numa passadeira. Parte do grupo já tinha tomado pequeno-almoço e a outra parte estava em jejum.
 
Depois do exercício, os participantes tinham direito a beber um batido de chocolate com vista à recuperação e, ao almoço, comiam um prato de massa até se sentirem satisfeitos, contam os investigadores em comunicado.

 Os especialistas calcularam, posteriormente, o consumo de energia e de gordura durante o almoço, tendo em conta a quantidade de energia e gordura que tinha sido queimada no decorrer do exercício, e acabaram por concluir que os participantes que tinham feito desporto de estômago vazio não tinham consumido calorias adicionais nem exibido um aumento do apetite. 
 
“Os nossos resultados mostram que o exercício não aumenta a fome ou o consumo de alimentos ao longo do dia e para obter os melhores resultados o ideal é fazer o exercício pela manhã”, garante Javier Gonzalez, um dos autores da investigação.
 
Além disso, o estudo, publicado na revista científica British Journal of Nutrition, permitiu observar que os voluntários que não tinham comido antes de correrem na passadeira queimaram 20% mais gordura do que os que já se tinham alimentado pela manhã.
 
Embora os investigadores sublinhem que o trabalho não chega para indicar os efeitos do exercício em jejum a longo-prazo, garantem que a descoberta comprova que, para quem quer perder peso, fazer desporto antes do pequeno-almoço proporciona “resultados ótimos”.
Clique AQUI para aceder ao resumo do estudo (em inglês). “

DÁDIVA DE SANGUE – 24 de Abril de 2013

Quarta-feira, Janeiro 23rd, 2013

No dia 24 de Abril de 2013, o Instituto Português do Sangue levará a cabo na nossa escola a habitual dádiva de sangue. Esta actividade englobada na Semana Cultural e no projecto de trabalho do Clube de Saúde Escolar para o presente ano lectivo visa dar resposta às normais necessidades deste elemento fundamental para a(s) nossa(s) vida(s).

A 16/01/2013 o jornal “Público” deu a conhecer o trabalho seguinte da jornalista Romana Borja-Santos  “DÁDIVAS DE SANGUE CAÍRAM 12% EM 2012”. A ler, (re)pensar e actuar…

 

 

“Reservas nunca estiveram em risco, mas Instituto Português do Sangue e da Transplantação prefere ser prudente.

Os vários alertas que foram dados ao longo do ano tiveram algum efeito, mas não evitaram que 2012 terminasse com uma quebra de 12% nas dádivas de sangue, indicam dados do Instituto Português do Sangue e da Transplantação.

O presidente deste instituto, Hélder Trindade, citado pela TSF, indicou que, em 2012, “houve uma quebra de 12%, quebra que foi referenciada ao longo do ano e que acabou no fim do ano por se atenuar com maior número de dádivas”. O responsável acredita que as mudanças nas isenções das taxas moderadoras para os dadores benévolos tenham influenciado a descida, mas diz que há outras explicações.

“Não duvido que as taxas moderadoras tenham influenciado os dadores no sentido da desistência, mas seguramente que houve outros factores que levaram a que houvesse menos dádivas durante o ano de 2012, e que vão desde o transporte a situações sociais”, precisou Hélder Trindade.

O número é dado a conhecer no mesmo dia em que a Assembleia da República discute uma petição e um projecto de resolução que pretendem precisamente repor a isenção total das taxas moderadoras para dadores.

O projecto de resolução, do Bloco de Esquerda, lembra que são vários os Estados-membros a dar incentivos aos dadores para promover a dádiva voluntária e não remunerada de sangue. E dá como exemplo a disponibilização de pequenas ofertas, a dispensa de trabalho, os reembolsos ou vales de alimentação.

O partido defende que, em Portugal, os incentivos “nunca foram muitos” e que a situação piorou na actual legislatura com o fim de uma das medidas de incentivo existentes, que era a dispensa de pagamento de taxas moderadoras no Serviço Nacional de Saúde (SNS), acrescenta. O BE sublinha que “esta medida originou um profundo e compreensível descontentamento” por parte dos dadores, que “se sentiram depreciados e maltratados”.

O Bloco de Esquerda considera também que os custos de isentar os dadores de sangue são “irrelevantes” e “irrisórios” para as contas públicas, perante a “preciosa e impagável dádiva” que constitui dar sangue. E insiste que se trata de uma medida elementar de justiça, respeito e reconhecimento. Por isso, o Bloco de Esquerda propõe que a Assembleia da República recomende ao Governo a isenção de taxas moderadoras para os dadores benévolos de sangue.

Já a petição do Movimento de Associações de Dadores de Sangue (grupo de associações de dadores que se constituiu para o efeito), que pretende também ver reposta a isenção, diz que esta representa “um incentivo para que cada vez mais dadores de sangue entrem no circuito” e, ao mesmo tempo, se proporcione “uma saúde boa a quem fornece esse sangue”.

Em nenhum momento as reservas de sangue do país estiveram em risco (abaixo das 8000 unidades, que chegam para cerca de oito dias), mas, ao longo do ano, tanto o Instituto Português do Sangue e da Transplantação, como especialistas e o próprio Ministério da Saúde fizeram alguns apelos públicos para que não chegássemos a ficar próximos dos mínimos, perante algumas quebras, na casa dos 16%. No Verão, por exemplo, foram feitas algumas campanhas que tiveram resultados bastante positivos, com a angariação de quase 8500 novos dadores.”

Ainda na barriga da mãe, os bebés já bocejam

Segunda-feira, Novembro 26th, 2012

Equipa britânica confirma que bocejar faz parte da nossa vida desde muito cedo e pode ser importante para avaliar a saúde do feto.

O feto a abrir a boca (à esquerda) e a bocejar, numa imagem captada pela equipa britânic
DR

 

Os vídeos provam-no: o bebé, ainda na barriga da mãe, já boceja. À medida que o feto se vai desenvolvendo e a gestação se aproxima do fim, os bocejos decrescem e não há grandes diferenças entre rapazes e raparigas na frequência com que o fazem.

Em traços gerais, estas são as principais conclusões do estudo de uma equipa britânica, publicado na revista PLoS ONE, que assim pretende pôr um ponto final na questão. Os investigadores têm-se dividido sobre os bocejos dos fetos: se uns já sugeriram que existem, outros dizem que não passam de um simples abrir da boca.

A equipa liderada por Nadja Reissland, do Departamento de Psicologia da Universidade de Durham, estudou 15 fetos – oito raparigas e sete rapazes –, com idades de gestação entre as 24 e as 36 semanas. No total, fizeram 58 ecografias, que permitiam obter gravações em vídeo dos fetos, os cientistas puderam distinguir entre um bocejo (56) e a mera abertura da boca (27) e confirmaram a existência deste movimento nas nossas vidas desde tão cedo.

No bocejo, considera-se que a boca se mantém aberta mais tempo no início do que na parte final. Além desta perspectiva dinâmica do bocejo, difícil de captar noutras ecografias bidimensionais, a sua definição ainda inclui a abertura dos maxilares, uma inspiração profunda, seguida de uma curta expiração, antes de a boca se fechar.

Nem contágio, nem sono

Sabe-se que o bocejo é contagioso e que, curiosamente, não é único dos seres humanos. Cães, gatos e até peixes bocejam. Mas só entre os seres humanos, os chimpanzés (a espécie mais próxima do homem) e os cães existe este efeito de contágio. Outro aspecto curioso é que o grau de contágio aumenta entre pessoas que têm um maior grau de familiaridade. Por que bocejamos é outra história, para a qual não existe explicação cabal, ainda que haja várias hipóteses, como a necessidade de levar mais oxigénio ao sangue, de aumentar o ritmo cardíaco para se ficar mais desperto ou até criar empatia nas relações sociais. Basta até falar ou ler sobre bocejos para começar a abrir a boca.

“Curiosamente, as crianças estão imunes à natureza contagiosa do bocejo até por volta dos cinco anos, daí quer a frequência quer o contexto social do bocejo, como o seu contágio, têm uma componente de desenvolvimento ainda inexplicável”, diz a equipa no artigo científico.

Como nos fetos o efeito de contágio não se coloca de todo, a equipa de Nadja Reissland pôs a hipótese de que neles seja um processo ligado ao desenvolvimento e, assim sendo, a frequência poderia mudar ao longo da gestação. Ora, no estudo verificou-se que havia realmente alterações na sua frequência.

“Ao contrário de nós, os fetos não bocejam nem por contágio, nem porque têm sono. Em vez disso, a frequência dos bocejos no útero pode estar ligada à maturação do cérebro durante a gestação”, diz a investigadora, num comunicado da sua universidade. “Tendo em conta que a frequência dos bocejos na nossa amostra de bebes saudáveis declinou entre as 28 e as 36 semanas de gestação, isto sugere que o bocejo e a simples abertura da boca têm esta função ligada à maturação na gestação.”

Ainda que continue sem se poder explicar a função do bocejo do bebé na barriga da mãe, se estiver ligado à maturação do sistema nervoso central, ele pode servir como um indicador que ajude a avaliar o estado de saúde e de desenvolvimento do feto.

in Publico (Teresa Firmino –